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Coruripe aumenta produção de cana-de-açúcar em 30%

Coruripe aumenta produção de cana-de-açúcar em 30% Postado em March 27, 2014

Foram esmagadas 9,65 milhões de toneladas na usina, volume 12% superior ao planejado

Michelle Valverde

 

O clima favorável e os investimentos feitos na renovação dos canaviais fizeram com que a moagem de cana-de-açúcar na safra 2013/14 aumentasse cerca de 30% nas quatro unidades mineiras da Usina Coruripe. Ao todo foram esmagadas 9,65 milhões de toneladas de cana, volume que ficou 12% superior ao planejado inicialmente, e 30% maior que o registrada na safra anterior. Para a safra 2014/15 a expectativa - apesar da falta de incentivos para o setor - é ampliar a moagem no Estado em cerca de 10%.

A Coruripe conta com quatro unidades industriais em Minas Gerais: Iturama, Campo Florido, Limeira do Oeste e Carneirinho. De acordo com o presidente da Usina Coruripe, Jucelino Oliveira de Sousa, os investimentos na melhoria dos tratos culturais aliados à renovação dos canaviais e ao clima favorável foram fundamentais para que ocorresse aumento na moagem no Estado.

Com a elevação da moagem no Estado, foram produzidas pela Coruripe cerca de 13,19 milhões de sacas de açúcar, 361,5 milhões de litros de etanol e 310 mil MWhs de energia elétrica.

"O aumento da moagem foi promovido pela elevada produtividade do canavial, fruto de um clima bastante favorável ao longo do ano e, principalmente, dos investimentos feitos nos anos anteriores relacionados à renovação e aos tratos culturais. O entrosamento entre as áreas agrícola, industrial e com os fornecedores é outro aspecto fundamental para saltos expressivos na produção", disse.

O presidente da Coruripe destaca ainda que durante a safra foram alcançados excelentes resultados em relação à eficiência operacional, ao aproveitamento de tempo industrial e ao rendimento agrícola devido ao trabalho em equipe e à busca constante por melhorias.

Apesar do aumento da moagem, o rendimento da cana-de-açúcar nas áreas de atuação da Coruripe ficou menor, o que aliado à queda na cotação internacional do açúcar e à falta de políticas para o setor fizeram com que o desempenho da Coruripe fosse considerado razoável.

"Infelizmente o teor de açúcar observado na cana ficou menor, o que foi compensado, em parte, pelo crescimento da moagem. Este fato, somado aos preços internacionais de açúcar deprimidos ao longo do ano, acarretou em um desempenho geral que podemos classificar apenas como razoável. Comemoramos os recordes de moagem, porém, lamentamos a falta de uma política que traga sustentabilidade financeira ao setor", disse Souza.

Para a safra 2014/15 as expectativas são de novo crescimento da moagem nas unidades da Coruripe instaladas em Minas Gerais. A ampliação da filial de Carneirinho será fundamental para a concretização do planos, a usina está preparada para moer 2,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra atual.

"Apesar das dificuldades e das perspectivas pouco favoráveis, nós fizemos investimentos na unidade de Carneirinho visando aumentar nossa capacidade de processamento em mais 500 mil de toneladas, além de ainda termos algum espaço para crescimento nas demais unidades. Acredito que devemos crescer em 2014 cerca 10% em comparação com a moagem obtida no Estado em 2013", disse.

Para o presidente da Coruripe, a falta de políticas de estímulo ao uso do etanol e as políticas de proteção à gasolina são gargalos que vêm freando o desenvolvimento do setor e comprometendo o desempenho das usinas.

"A política de proteção à gasolina afeta, sobremaneira, não só a usina, como todo o setor. Os preços médios do etanol ao longo do ano não foram rentáveis, o que direcionou a produção para o açúcar, aumentando o excedente mundial do produto e comprimindo ainda mais os preços", disse.

Ainda segundo Sousa, a política atual de proteção à gasolina além de inibir os investimentos também promove o fechamento de usinas sucroenergéticas em todo o país. As conseqüências são relevantes, já que o setor é um dos grandes empregadores, sendo responsável também pela produção de energia limpa e renovável, pela geração de divisas para o país através da exportação de açúcar e da redução da importação de gasolina.

" incompreensível essa postura do governo. Infelizmente, reclamar não tem funcionado. Tenho muita esperança que haverá uma reviravolta em nosso setor cedo ou tarde. Costumo dizer que o açúcar é a commoditie mais antiga do mundo e que a cana-de-açúcar está no Brasil desde o século XVI. Ao longo de todos esses séculos passou por momento bons e momentos difíceis como esse, e sempre seguiu em frente. Portanto, seria muito azar ou muita incompetência de todos que militam no setor, que justo nessa geração o setor caminhe para a bancarrota definitiva. Alguns ficarão pelo caminho mas o setor ainda vai ocupar o lugar que merece. O bom senso ainda vai prevalecer", disse Sousa.
 

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